Casa da Árvore

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10 dez

Experiências de alunos do CEM São José, em Palmas, levanta discussão sobre tecnologia e ensino de literatura em simpósio internacional

“Como a escola pode inspirar-se na cultura de aprendizagem informal, constituída espontaneamente em nossas interações com as tecnologias, para rever sua cultura de formação de leitores?” Esta foi provocação deixada pelo educador, Aluísio Cavalcante, ao final da sua participação no 6° Simpósio Hipertexto e Tecnologias de Educação, realizado dias 7 e 8 de dezembro na Universidade Federal de Pernambuco, em Recife-PE (leia a transcrição da apresentação  ou  acesse a apresentação multimídia).
 
 
O artigo “Literatura e Whatsapp: o uso das redes sociais virtuais como ambiente de mediação de leitura e escrita colaborativa no contexto escolar”, foi escrito a partir de um estudo realizado junto à três turmas do 2° ano do ensino médio no Colégio Estadual São José, em Palmas-TO. Estas turmas vivenciaram uma experiência inédita na rede pública de ensino do Tocantins, quando a professora de Literatura Ana Paula Vianna e a educadora da ONG Casa da Árvore, Laura Pedrini, desenvolveram o projeto de leitura O Guarani na rede  que explorou a relação dos alunos com a rede social Whatsapp para ressignificar sua relação com a literatura e a produção textual.
 
 
O projeto de leitura foi desenvolvido como uma alternativa para um conteúdo programático de Literatura, tendo como foco a leitura e a interpretação da obra O Guarani, de José de Alencar, e o estudo sobre o Romantismo Brasileiro. A inspiração para a criação deste projeto de leitura veio de reflexões que Ana Paula e Laura fizeram sobre suas próprias experiências informais de leitura, sobretudo por meio das redes sociais, durante a formação realizada pela ONG Casa da Árvore, através do projeto E se eu fosse o autor?. O objetivo das educadoras foi experimentar práticas de mediação de leitura que pudessem integrar as necessidades didáticas previstas no currículo, com as necessidades sociais que os jovens atribuem à leitura e escrita no espaço virtual.
 
 
Na avaliação da professora, o projeto atingiu os objetivos curriculares, superando suas expectativas em relação ao índice de alunos que concluíram a leitura do livro e conseguiram se expressar de maneira clara, compartilhando essa experiência de leitura e, consequentemente, atuando como influenciadores e motivadores de leitura entre os próprios colegas. Para a presidente da ONG Casa da Árvore, Leila Dias, coautora do trabalho apresentado na capital pernambucana, esta experiência “indica um caminho para a construção de uma abordagem curricular para o letramento digital na educação básica, que possibilite à escola, abrigar um conjunto de aprendizagens significativas para o século XXI”.
 



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